Pra discontrair

     Olhei o relógio de pulso, dividido entre a data e o horário, e já passava da hora de sair de casa. Dei pausa na música animada que estava rolando no meu computador, era a mesma que minha avó considerava insuportável. Não era fácil a convivência de uma idosa e uma adolescente de dezesseis anos. 
      Vi os meus fones surrados em cima da cama e ao lado, meus óculos escuros novos, dentro da caixinha rosa com pintas de oncinha, que refletia o meu lado perua. Aqueles óculos eram perfeitos em qualquer ocasião, com qualquer modelo de cabelo. Pus os fones e saí à rua enfrentando o calor do meio dia em solo nordestino. 
     "Hugs and kisses, hugs and kisses, hugs and kisses, X n o", cantava a Fergie em conjunto com os meus pés, que sempre acompanham as músicas que ouço, e minha mente e sentindo ''Top na balada''. Às vezes imagino a cena que as pessoas veem quando me empolgo. Mas o que realmente importa nessa crônica é o gatíssimo que passou por mim na hora "Put your hands in the air" da minha balada fictícia. Lindo, moreno, de olhos verdes e tipo atlético. Deixei Enrique Inglesias de lado e voltei toda a minha atenção para ele. Fiquei imaginando a balada do comercial da Close up, sendo a mina de branco e ele Caio Castro
    Óh, Dels! Com eu queria aquele moreno na minha night (cantada de pedreiro mesmo, se trocarmos 'night' por 'laje'). Pude paquerar a vontade, já que estava com óculos escuros e me senti a linda quando percebi que ele estava me olhando. Ganhei meu dia...

Até que mais tarde rolou um diálogo

-Oi, Ric.
- Oi, linda. Por que estava me olhando enquanto falava com a Taty?
- Como tu sabia que eu estava te olhando?
- Seus óculos novos irados, são transparentes, esqueceu?

-  FIM DA CRÔNICA IDIOTA- 


(Maria Eduarda Nascimento) 

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