Hora de rever algumas coisas...
Ah, o natal! Que data maravilhosa!
Podemos andar por todas as ruas e avistar pessoas enfeitando suas casas com renas, bonecos de neve e papais noéis. Seus pinheiros enfeitados marcando presença nas salas de estar. E quão iluminada é esta estação, como se não bastasse os normais 27 ºC, luzes coloridas saltitam durante a noite dos muros, árvores e portões das casas, como se fossem estrelas ( e tão caras quanto, sendo cobradas no final do mês, numa conta muito celebrativa). E que amor se espalha pelo ar durante a festividade! Coberto de falsidades e "boas intenções" impregnadas de cultos a respeito da paz e do amor, da doação e da caridade. Todos nós nos juntamos e damos as nossas sobras e roupas descartadas, que compramos com tanto zelo e analisamos que não são tão boas quanto pareciam. E a comida que damos aos pobres? Se sentem fartos neste mês e não têm o que comer e vestir durante todo o ano.
Gastos e mais gastos com lindos presentes para todos! Principalmente presentes para o bolso do dono do shopping, da loja... Presentes que vêm unicamente para suprir a falta que os filhos sentem dos pais, a falta de harmonia numa família, a falta de criatividade ou até mesmo a falta de um noção que nos leve ao verdadeiro sentido do natal. Mas nem tudo está perdido:
Hoje caminhava de volta para casa e senti minha mente viajar em pensamentos repletos de angústia, que foram quebrados quando ouvi as vozes de crianças cantando parabéns. Sorri. Olhei para a esquerda e percebi uma escolinha amarela numa ruazinha estreita. Nem tinha notado a presença daquela escola, e olha que eu sempre tomo o mesmo caminho na volta para casa.
A música de parabéns estava quase no fim e eu senti um climax para saber o nome da criança que estaria fazendo aniversário. Imaginei muitos nomes: Ana, Luiza, Pedro, João, Maria (ah, sim, teria muitas chances de ser uma Maria). No meio da minha tentativa de acerto, percebi que o momento havia chegado e agora eu saberia quem era.
Quando ouvi o nome, parei por um segundo, olhei para frente e sorri mais uma vez. Ora, quem diria? Eu não adivinhei. Era JESUS.
-Maria Eduarda Nascimento-








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